segunda-feira, 3 de junho de 2013

A Camões e aos poetas




Chamar te cedro é justo,
Meu herói dum império insatisfeito!

Poeta dum país que chamas e não nasce,
Náufrago dum paço adiado!

É dentro de mim,
que escuto a tua confissão e segredo.

Ouço os teus passos e gestos
Numa pena afiada, como espadas!

Que dizem de ti, os teus versos?
Que faremos com este poema?

Prosseguimos  aventura das palavras,
O grito e o medo nas capas dos livros.

Este país nos mata lentamente,
Lentamente, este país nos mata!

Lentamente...

Oeiras, 3 de Junho 2013

4 comentários:

  1. O poema é seu ?
    Acho que é, o Manuel gosta de incorporar palavras de outros petas e reconheço aqui Saramago, Sophia, Torga .
    Gosto mesmo muito!
    Fo das melhore coisas suas que li até agora. Nada a dizer de...correções, tudo a avo!
    Parabéns.
    Mi

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  2. LENTAMENTE...LENTAMENTE ESTE PAÍS TE CHAMA
    O MESMO QUE TE MATA LENTAMENTE
    TODOS OS DIAS E TE MENTE
    MAS NÃO DESISTAS E CONTINUA
    QUE EU GOSTEI DESTE POEMA
    E ACHEI QUE ERAS POETA.
    Ana.

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  3. Gosto. Muito. Não precisas dos meus parabéns, mas dou-tos mesmo assim.

    Ana (a refilona :O)

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  4. Manel
    Que veia poética tão latina. camões herói de um povo? Temos de discutir esse assunto.
    De qualquer modo, gostei.

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