quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Nota aos leitores

 Este blogue tem vindo a sofrer censura por parte da multinacional que o suporta, a GOOGLE. 

Esta é uma ameaça real já visível no presente. A recolha de dados pessoais feita pelas multinacionais da informação pretende poder utilizá-los, aumentando o controlo sobre a humanidade, gerindo as suas percepões e criando necessidades, que eles satisfarºao, obviamente.

Tenho amigos que se desculpam em não aceder para que não fiquem registados pelo algoritmo, não querem enfrentar o algoritmo e aceitam serem impedidos de acesso a este blogue! Incompreensível, mas o futuro já começou há muito!

. A Autonomia e o "Medo" do Algoritmo

​Eu destaco uma mudança de comportamento preocupante: a desistência de uma ação (visitar um blog) para não "incomodar o algoritmo".

  • Submissão Tecnológica: Eticamente, isso sugere que os indivíduos estão a começar a moldar a sua vontade e curiosidade para se adaptarem às regras invisíveis das máquinas, em vez de as máquinas servirem os humanos.
  • Inibição Social: A aceitação da censura por parte do amigo indica uma passividade que pode levar à erosão do pensamento crítico e da liberdade de exploração digital.

​2. Vigilância e Controle de Dados

​Há "multinacionais globais" que recolhem dados pessoais com o intuito de "controlar a vida da humanidade".

  • Privacidade como Poder: A recoha de dados não é vista apenas como uma questão técnica, mas como uma ferramenta de controle social.
  • Falta de Transparência: Esta denuncia  de censura informática", sugere que os critérios de bloqueio ou visibilidade de conteúdos não são claros nem justos para o utilizador comum.

​3. O Futuro da Interação Humana

​A pergunta final — "Será assim o futuro?" — levanta um dilema ético sobre o caminho da sociedade.

  • Desumanização: O autor lamenta o "caminho que isto leva", sugerindo que a tecnologia está a criar barreiras entre as pessoas (neste caso, entre o autor e o seu amigo) em vez de pontes.
  • Responsabilidade Corporativa: Existe uma crítica implícita à responsabilidade ética das empresas que gerem estas plataformas, priorizando o funcionamento de algoritmos proprietários sobre o direito à informação e conexão.


Nota aos Leitores: Não Deixe o Algoritmo Escolher por Você

​Muitos de vocês têm tido dificuldade em aceder a este espaço devido ao que chamo de "censura informática". Algoritmos de multinacionais globais tentam decidir o que deve ou não ser lido, muitas vezes priorizando a recolha de dados em vez da liberdade de expressão.

​Se você não quer aceitar passivamente este controlo, aqui estão três formas simples de continuarmos ligados:

  1. Acesso Direto: Não espere que o link apareça no seu feed. Guarde o endereço manrodasblog.blogspot.pt nos seus favoritos e visite-o diretamente.
  2. Interação Humana: Se o sistema dificultar a entrada, insista. O algoritmo aprende com a sua persistência. Quando você ignora um aviso de "site não seguro" ou uma barreira técnica injustificada, você está a retomar a sua autonomia.
  3. Partilha Manual: Se gostou de algo, envie o link diretamente a um amigo por mensagem. Isso "fura a bolha" e evita que a nossa comunicação dependa de filtros corporativos.
Se conheceres outras formas de ultrapassar  a censura a este blogue, agradecia que as partilhassem comigo, ou aqui no blogue, ou por email  mrodas1234@gmail.com.

​A tecnologia deve servir para nos aproximar, não para nos controlar. Obrigado por não desistirem de ler estas Palavras a Solta.


domingo, 1 de fevereiro de 2026

VITÓRIA

Fotografia, MRodas



 tudo começou 

em noites de insónias

e tudo acabou numa noite mal dormida

tentei resistir

mas não fui capaz


o teu amor 

tirou-me as mãos dos bolsos 

e arrancou-me dentro de ti


foram precisas muitas noites e flores 

muita água e passos perdidos

para te reencontrar


desentranhou-se o coração quando partiste

        partiste?

e fiquei no meu canto

         triste?

à espera do regresso





sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Lívia



 




Aqui está uma peça em três atos ao estilo do drama grego, com coro e deuses, contando a história de uma menina estropiada na Palestina que procura seus pais e irmão:

Aqui está uma versão mais desenvolvida da peça em três atos, com coro e deuses, contando a história de uma menina estropiada na Palestina que procura seus pais e irmão:
Ato I
Cena 1
(A cena abre com a menina, Lívia, sentada em frente à sua casa, na Palestina. O Coro entra em cena.)
Coro: Ó, deuses do Olimpo, que vedes o sofrimento humano,
Olhai para Lívia, menina inocente e pura,
Que perdeu seus pais e irmão na guerra cruel,
E agora busca por eles, com coração partido.

Lívia: (levantando-se) Ó, deuses, por que me abandonastes?
Perdi tudo o que tinha, minha família, minha casa...
Não tenho mais nada, um corpo destroçado,
uma perna amputada e o coração destruído
E com pouca esperança de encontrar meus pais e irmão.
As saudades gritam nos braços da minha trizteza
e as sombras do  ódio crescem como ervas ruins
seca o sangue nas veias e a esperança no meu ser
Será que algum dia verei minha família , meus vizinhos e amigos?
Todos mortos e desaparecidos, soterrados por esses escombros
o seu cheiro inunda esta terra cheia de destroços  e morte
Ó deuses, porque não me daixais morrer também?

Cena 2
(Aparece Atena, deusa da sabedoria)
Atena: Lívia, não desesperes, pois estou aqui para te ajudar.
Eu te darei força e coragem para continuar tua busca.
Preserva e terás o que procuras. 
Procura e encontrarás.
Para a sabedoria e o amor todo o caminho é duro.

Lívia: Ó, Atena, deusa bondosa, eu te agradeço.
Vou seguir em frente, não importa o que aconteça.
Ensina-me o caminho, mostra-me a alvorada
para que acredite em ti e em mim
e possamos ainda um dia sorrir juntas ao por do sol
Dá-me  a mão e sê minha mãe por um dia
sê meu pai a sorrir e o meu irmão a correr.

Cena 3
(Lívia começa sua jornada, procurando por seus pais e irmão)
Coro: Lívia busca por seus pais e irmão,
Por toda a Palestina, ela vai,
Mas não os encontra, apenas dor e sofrimento,
E a esperança que se esvai.
Quem ajudará Lívia nesta hora de tormento
quem lhe afagará a cara e limpa os olhos das lágrimas e poeira?

Ato II
Cena 1
(A cena mostra Lívia procurando por seus pais e irmão em diferentes locais da Palestina)
Lívia: (desesperada) Não posso mais continuar,
Estou cansada, estou fraca...
Não sei mais o que fazer...
Não aguento mais o meu corpo, a sede e a fome
não suporto mais este desespero
Que mais poderei fazer eu. sozinha e sem ajuda?
Sinto que estou a morrer, não consigo prosseguir.
O céu está nublado e os ferros e cheiro 
a morte substituiram as flores e o voo dos pássaros. 
Onde estão que não os ouço? Onde estais?

Cena 2
(Aparece Apolo, deus do sol)
Apolo: Lívia, não desistas, tua busca não será em vão.
Teus pais e irmão estão contigo, em espírito,
E te guiarão em tua jornada.
Cada passo que deres é outra mão na ua
é a sombra que mostra o caminho
é a chuva que há-de regar o teu deserto.

Lívia: Ó, Apolo, deus da luz, eu te agradeço.
Vou seguir em frente, com tua bênção.
Tenho de acreditar em ti
pois a esperança sem esforço e sem fé 
é um muro demasiado alto para ver o por do sol
Sou mulher e todas sabemos como ir mais longe
quando já todos desistiram. 

Cena 3
(Lívia continua sua busca, enfrentando desafios e obstáculos)
Coro: Lívia enfrenta a dor e o sofrimento,
Mas não desiste, não se rende...
Ela é forte, ela é corajosa,
E não vai parar até encontrar seus pais e irmão.
Até encontrar seus vizinhos e amigos.
Sem eles como viverá Lívia?

Ato III
Cena 1
(A cena mostra Lívia em frente à sua casa, erguendo uma bandeira com os nomes de seus pais e irmão)
Lívia: Já não posso caminhar mais.
(erguendo a bandeira) Aqui está a minha esperança,
Aqui está a minha fé...
Que meus pais e irmão me vejam,
E saibam que estou aqui, esperando por eles.
Sento-me na memória deles
e não esqueço o afago de minha mãe
a coragem de meu pai e a alegria de meu irmão.
Não quero esquecer os amigos, esta terra, a Palestina. 

Cena 2
(Os deuses aparecem no céu)
Atena: Lívia, tua fé é forte,
E tua esperança é pura...
Nós te abençoamos, e te protegeremos,
E te reuniremos com tua família, um dia.

Apolo: Sim, Lívia, não desesperes,
Pois a esperança é a última que morre...
E tuas ações serão recompensadas,
E encontrarás a paz que procuras.

Cena 3
(O Coro fecha a peça)
Coro: E assim termina a história de Lívia,
Uma menina que não desistiu,
E que ergueu uma bandeira de esperança,
Na Palestina, terra de sofrimento e dor.

(Lívia começa a refletir sobre sua jornada)

Lívia: Eu pensei que tivesse perdido tudo,
Mas descobri que ainda tenho esperança...
Eu vou seguir em frente, não importa o que aconteça,
E vou encontrar meus pais e irmão, um dia.
Eu vou guardar esta memória de dor e sofrimento, de raiva e cólera
e com elas curar as feridas dos amigos, e sobreviventes
contarei a todos a nossa história de guerra e morte
e de amor a esta terra e a esta gente.
O amor vencerá, a liberdade crescerá nos nossos corações.


Página 6
(O Coro comenta sobre a jornada de Lívia)
Coro: Lívia é um exemplo de força e coragem,
Uma menina que não se rendeu...
Ela é um símbolo de esperança,
Num mundo cheio de dor e sofrimento.


(Atena e Apolo refletem sobre a jornada de Lívia)

Atena: Lívia é uma menina especial,
Com uma força e coragem que inspira...
Eu estou orgulhosa de ter ajudado,
Em sua jornada de busca e esperança.
Apolo: Sim, Lívia é uma menina pura,
Com um coração cheio de amor...
Eu estou ao seu lado, sempre,
E vou ajudá-la a encontrar seus pais e irmão.

(Lívia começa a sentir a presença de seus pais e irmão)

Lívia: Eu sinto que estou perto,
Sinto que eles estão aqui...
Eu vou continuar em frente,
E vou encontrar meus pais e irmão, um dia.
Sinto o seu perfume no ar,
o calor dos seus rostos na minha face, 
as mão que me afagam e abraçam.
Estão perto, eu sinto-os, sim estou a senti-los.
- Pai, pai, mãe, mãe onde estão. 
Aqui, venham nesta direção. Estou aqui!

(O Coro comenta sobre a esperança de Lívia)

Coro: A esperança é uma coisa poderosa,
Que nos dá força e coragem...
Lívia é um exemplo disso,
Uma menina que não desistiu.
Página 10
(A peça termina com Lívia erguendo a bandeira e olhando para o céu)
Lívia: (erguendo a bandeira) Aqui está a minha esperança,
Aqui está a minha fé...
Que meus pais e irmão me vejam,
E saibam que estou aqui, esperando por eles.
(O Coro fecha a peça)
Coro: E assim termina a história de Lívia,
Uma menina que não desistiu,
E que ergueu uma bandeira de esperança,
Na Palestina, terra de sofrimento e dor.



2ªª PARTE

A Dor de Lívia
Ato I: A Busca
(Cena 1)
(A cena abre com Lívia, uma jovem determinada, caminhando por uma terra devastada pela guerra. O coro grego, ao fundo, lamenta a situação.)
Lívia: (ao coro) Eu preciso encontrar meu irmão. Ele foi levado para a Palestina. Dizem que está entre os reféns.
Coro: (lamentando) 
Ó, Lívia, filha da dor, 
por que teimas em seguir esse caminho de lágrimas?
 A guerra não distingue inocentes de culpados.

Lívia: (determinada) 
Eu não posso desistir. Ele é meu irmão.
 Eu preciso saber se está vivo.

(Cena 2)
(Lívia encontra um velho que perdeu sua família na destruição.)
Velho: (desesperado)
 Eu perdi tudo. Minha esposa, meus filhos... tudo
Perdi a casa, animais, hortas e tudo.
Perdi amigos e família. Perdemos tudo. 

Lívia: (com compaixão) Sinto muito. 
Eu estou procurando por meu irmão, meus pais.
Onde estão os amigos com quem brinquei,
a vizinha qe me aconchegava com as bonecas de pano...   

Velho: (com um olhar de sabedoria)
Israel trocou Deus pelo diabo. O bezerro de ouro venceu.
O grande mal alastrou na nossa terra e ameaça invadir o mundo.
A mentira, o ódio, a vingança mandam no mundo. 
Já morri, já estou morto. Que os profetas nos salvem. 

Lívia: (determinada) 
Eu não vou desistir. Eu vou encontrá-los.

Ato II: O Encontro ELEGEU O BEZERRO DA MORTE
(Cena 1)
(Lívia finalmente chega ao local onde os reféns estão sendo mantidos.
 Ela vê seu irmão, desnutrido e cansado, mas vivo.)
Lívia: (correndo para abraçar o irmão) Irmão! Eu encontrei-te!
Sempre soube que te abraçaria.
Irmão: (fraco) Lívia... eu sabia que  virias.
Coro: (ao fundo) Ó, alegria efêmera! 
A guerra não permite felicidade completa.

(Cena 2)
(Lívia e seu irmão são confrontados pela realidade da situação. Eles sabem que a liberdade não é garantida.)
Irmão: (com medo) Lívia, eu não sei se vamos sair daqui vivos.
Lívia: (determinada) Nós vamos sair daqui juntos. Eu prometo.

Ato III: O Protesto
(Cena 1)
(A cena muda para Lívia e seu irmão, agora livres, mas marcados pela experiência. Lívia  dirige-se ao coro e ao público.)
Lívia: (com raiva e determinação)
Isso não pode continuar! A guerra, a indiferença, a dor... 
É hora de agir!
Coro: (ecoando) Sim, é hora de agir! 
Contra a guerra, contra a indiferença, contra a dor!

(Cena 2)
(Lívia e o coro se unem num poderoso protesto, clamando por justiça e paz.)
Lívia: (ao público) Nós podemos fazer a diferença. Vamos agir!
Coro: (final) Que a voz da humanidade seja ouvida!

(Cena final)
(A cena termina com Lívia e seu irmão caminhando juntos, determinados a construir um futuro melhor.)
Lívia: (com esperança) Vamos reconstruir nossas vidas, irmão.
Irmão: (com um sorriso) Juntos, Lívia. Sempre juntos.
Coro: (ao fundo) E que a dor da guerra se transforme em esperança de paz.

(Epílogo)
(A peça termina com o coro sozinho no palco, refletindo sobre a jornada de Lívia e a luta contra a guerra e a indiferença.)
Coro: (final) A dor de Lívia é a dor de todos nós.
Vamos agir para que o mal seja derrotado
e a humanidade possa viver em paz por mil anos.

(A cortina fecha.)
Coro Final: Uma Retrospectiva da Violência Humana
(A cena termina com o coro sozinho no palco, refletindo sobre a jornada de Lívia e a luta contra a violência.)
Coro:
(Com voz trêmula)
Nós vimos a dor, a destruição e a morte,
Ao longo dos séculos, a violência nos perseguiu,
Desde as guerras mundiais até os conflitos locais,
A humanidade sofreu, sem encontrar paz.
Coro:
(Relembrando os fatos)
Nos últimos dois séculos, vimos:
  • Guerras Mundiais: milhões de mortos, cidades destruídas, famílias separadas.
  • Genocídios: atrocidades cometidas em nome da etnia, religião ou ideologia.
  • Conflitos regionais: guerras civis, terrorismo, deslocados internos e refugiados.
  • Violência doméstica: mulheres, crianças e idosos vítimas de abuso e exploração.
Coro:
(Com indignação)
E por que isso continua? Por que a violência persiste?
Será que não aprendemos com os erros do passado?
Será que não vemos o sofrimento que causamos?
Coro:
(Com esperança)
Mas ainda há tempo para mudar,
Para construir um mundo mais justo e pacífico,
Onde a empatia e a compaixão sejam os guias,
E a violência seja apenas uma lembrança distante.
Coro:
(Com determinação)
Nós podemos fazer a diferença,
Podemos ser a mudança que queremos ver,
Vamos trabalhar juntos para criar um mundo melhor,
Onde a paz e a harmonia sejam a norma.
(A cortina fecha lentamente, enquanto o coro continua a cantar, sua voz ecoando na escuridão, trazendo esperança para um futuro melhor.) ¹