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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Belmonte, um filme do amigo Carlos Silveira

https://vimeo.com/276733483

Carlos, tu sabes que eu sou fã dos teus filmes. Por tua causa obriguei-me a olhar doutra forma para os filmes de curta metragem, o que desde já te agradeço para sempre. Pões técnica, fotografia, movimento, história, poesia e filosofia neles e vemos e sentimos que o efeito final é uma elegia da estética da vida. 
Quem a tal ascende deve sentir-se perto dos deuses, mesmo que eles andem distraídos. Bem aventurados os que sonham e levam mais longe o fogo da criação!

domingo, 18 de março de 2018

Fiadeiro de Soajo no Teatro Nacional, em Lisboa



Era costume as mulheres, ao fim do dia, nas longas noites de inverno juntarem-se em casa umas das outras. Levavam a lã das ovelhas já lavada e com a ajuda da roca e do fuso transformavam a lã branca ou negra, em fios que haviam de tecer meias e camisolas, saias e aventais. E cantavam em grupo. Transformavam a lã em sonhos e música, que os dias frios haviam de consumir e as alegrias e tristezas...agradeciam! 

Parabéns às mulheres de Soajo que se deslocaram ao Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, para mostrar um fiadeiro, à moda de Soajo. A mais idosa destas mulheres tem 94 anos de idade, mas mesmo assim, fez 1000 quilómetros...de generosidade!

Obrigado, amigas


 https://youtu.be/ujBojgnqq-g

sábado, 17 de março de 2018

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A primeira guerra mundial faz cem anos


Em Portugal, a história dos prisioneiros da Primeira Guerra Mundial reduz-se a números. E quase nada mais, como se o desejo declarado de alguns  se tivesse concretizado: 

“Corramos, porém, um véu bem espesso sobre esse cenário de horrores que foi a vida de fome, de miséria, de martírio, dos prisioneiros portugueses na Alemanha”  MARTINS, Ferreira, 1935, Portugal na Grande Guerra, Lisboa, Ática, vol. II,


https://www.youtube.com/watch?time_continue=9&v=gj2DelrQUJs



Voz de prisioneiro português na Primeira Guerra Mundial foi gravada no cativeiro

Letra da canção cantada por João Neves

As grades desta prisão,
Lá de fora metem medo.
Que fará quem está cá dentro,
A cumprir o seu degredo.

As cordas da minha guitarra
São de ouro acastanhado,
São cabelos que eu roubei
Das tranças da minha amada.
Na versão cantada, João Neves engana-se e substitui "grades" por "cordas". O sentido geral do poema e o queixume pela sua situação de prisioneiro mantêm-se, contudo, intactos.

https://www.rtp.pt/noticias/portugal-na-1-grande-guerra/voz-de-prisioneiro-portugues-na-primeira-guerra-mundial-foi-gravada-no-cativeiro_es895273

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Num domingo a tarde



Domingo à tarde



Domingo à tarde
Abraçado a um azul vermelho por dentro
E amarelo por fora
Sentei-me numa esplanada
A ver quem passava.

E passou muita gente
Animada e desanimada
Criança e cão
Boneca e boneco
novo e velho
Sorridente e triste
Devagar e depressa
Com um não pela mão!

Passou um cão de trotinete
E um casal a empurrar carrinho de bebé
Tão felizes e sorridentes
Ainda com a mão na barriga.

Passou uma bicicleta com uma garota
E outra ao lado
A rir do sol que fazia
E do mar que ondulava
Nas vidas que são
E nas esperanças que serão, ou não.

Passou quem quiz
Ficou em casa quem não saiu
Os outros foram ao futebol
Apanhar sol nas pernas e ar nas convicções.

Depois de todos passarem
Olhei as fotografias e pus-me a pensar
nas pessoas que tinha capturado.




Agora são minhas
estas vidas passeantes
e tardiamente...belas
estão aqui guardadas
vou para casa observá-las
fazer uma montagem
e devolvê-las ao mar


Vou guardar
o ar quente daquela gente a passar
aquele riso de criança
apontar para o mar.

Num domingo à tarde
abraçado a ti a vê-los
azul vermelho por dentro
e azul amarelo por fora
na praia de Carcavelos.



Manuel Rodas

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Dois filmes de Carlos Silveira


Deixo aqui dois filmes de Carlos Silveira. O primeiro mostrando uma interpretação original sobre as Mordomas, nas festas da Srª Agonia, em Viana do Castelo.
O segundo convida-nos  a um percurso mítico de Valença a São Tiago de Compostela. 
Atrás dos dois sempre a motivação religiosa e as possibilidades criativas da interpretação popular.

A exaltação das imagens através duma música exaltante obriga-nos a novas interpretações.
Obrigado, Carlos Silveira

  1. Vestidas de ouro


2. El Camino 
https://vimeo.com/236199602

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O MARAVILHOSO REINO DA TERRA, by Carlos Silveira


Carlos Silveira vive em Setúbal e o ano anterior deslocou-se ao norte de Portugal para realizar o seu filme O MARAVILHOSO REINO DA TERRA, uma homenagem a Torga e às vivências no nordeste. 
Em Soajo adquiriu o livro MANUAL DE RAMIL, terra e saudade de Manuel Rodas. E a partir daí escolheu partes a incluir no seu maravilhoso filme, que aqui vos deixo com um pedido: uma obra destas tem de ser divulgada pelo maior numero possível de pessoas! Espetacular o preto e branco, donde sobressaem cores, a música, a sequência das imagens, o texto...tudo vibra neste filme, do princípio ao fim. São 16 minutos de puro prazer e orgia sensorial. Do princípio até ao fim!
Por favor vejam e recomendem este filme.
Obrigado 


https://vimeo.com/204606835

quinta-feira, 16 de outubro de 2014