Ainda não sabia andar, mas corria atrás de ti, primeiro ideia, desejo e, por fim, posse!
Alisei-te o corpo com os gestos mais doces e suaves, mimei-te as curvas, absorvi teus aromas verdes, a brotarem a seiva de teixo reluzente.
Envolvi-te no meu doce e firme cordão, e com um gesto amoroso, lancei-te dentro de mim, num espaço entre a memória e a nostalgia da infância.
Foi a tua vez de rodopiares, acenderes estrelas nos meus olhos,
... os remoinhos que fazias na palma da minha mão eram gemidos a pedir que te soltasse, te deixasse ir, e eu a prender-te, a segurar-te para não te magoares, o ferro a perfurar a pele e eu, teimosamente, a suster-te...
... caímos os dois, exaustos a olhar todas as estrelas que se acendiam no universo, a girarem como piões, que alguém lançava no espaço, como nós!
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