quinta-feira, 1 de outubro de 2026

As crianças da Palestina

 




Entre as pedras partidas e o pó do horizonte,

onde o mundo desabou em crime, dor e cinza,

os sonhos agarram o ar

como se a terra não estivesse exangue e morta


As crianças sentem a dor e o horror 

olham para o sol e correm,

porque o presente é a única corrida, 

a ternura do coração humano a insistir,

um sopro invencível que ri na cara da vertigem.


Sob os escombros de Gaza,

o jogo recomeça onde tudo parecia ter terminado.

Não há cálculo, nem futuro, nem medo pensado;

há apenas o instante puro de quem brinca

e reescreve a vida com pés descalços.


Com o peso das palavras,

aprendemos a luz pura do seu gesto:

mesmo quando a casa cai 

a familia morreu e o horizonte se apaga,

a alma recusa desistir, prossegue e avança.

.......

As crianças clamam por justiça justa

Olham silenciosas para nós 

Há muito pararam de brincar

E ninguem as vem embalar.

Ninguém!

Como se diz esta dor em palavras

Como se pintam quadros

Que dança improvisada nos atormenta?

Que clamor se ouve? 

MRodas



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